Sol, uma bebida fresca, o silêncio ou o som do mar.

Audio – para quem gosta de ouvir ler em voz alta

Hoje falo com alguém que percorre a harmonia da vida no dia-a-dia. Conhecendo esta senhora há alguns anos, atrevo-me a dizer que me encontro a conversar com alguém para quem a noção de estética abraça o quotidiano.

O tempo, aquele que passa, não lhe concede a possibilidade de uma prática de leitura regular; ainda assim encontra forma de estender as horas, para que lá caibam instantes de encontros com os livros.

Tacteia o gosto pela vida e uma das obras que leu de assentada foi o “Ensaio sobre a Cegueira”, onde a ofegante narrativa forçou um fechar de olhos, fê-la repetir movimentos de inspiração e expiração num pranayama intenso e somente depois voltou a respirar, aniquilando o sufoco… e a ver!

Gosta de usar papel e cartão para construir e desconstruir pensamentos e ideias e reaproveitar elementos físicos para criar novos confortos.

Teve o sonho, em menina, de ser bailarina; talvez para que as sensações servissem de rampa de lançamento ao movimento e a catapultassem para lugares onde seria e não seria, entre uma piruette e um grand jeté.

A encadernação é uma ponte entre o que foi, o que é e o que poderá ser. As capas vestem e, de novo, a estética acompanha a nossa belíssima conversa.

O livro que gostaria de ver encadernado é aquele que, possuidor de infinitas páginas, permita o acomodar das suas memórias. Posso criá-lo, ela poderá preenche-lo e, no interior, decorá-lo.

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